SOS Dr

E-mail ou senha informados está incorreto.

Não é cadastrado? Cadastre-se agora!

E-mail ou senha informados está incorreto.

Já possui cadastro? Acessar conta!

E-mail ou senha informados está incorreto.

Não é cadastrado? Cadastre-se agora!

Titulo Teste

Para realizar o agendamento ligue: 0800 580 9771

Ou agende pelo WhatsApp:

As vaginites e vaginoses são infecções do trato reprodutivo e representam as queixas mais frequentes nos consultórios de ginecologia, sendo responsáveis por aproximadamente 40% dos motivos de consulta. Mas você sabe qual a diferença entre essas infecções? A seguir explicaremos as principais diferenças, causas e tratamento de cada uma.  



Fonte: envato imagens.




Vaginite



A vaginite é caracterizada pela inflamação das paredes vaginais, causada por fungos que gera dor durante as relações sexuais, corrimento, inchaço, irritação, coceira e vermelhidão na região íntima. Já a vulvovaginite, que é também um tipo de vaginite, ocorre em função da inflamação da vulva (parte externa da vagina). Em ambos os casos, o corrimento costuma ser do tipo grumoso, branco ou esverdeado




Tipos de vaginite




Candidíase



Candidíase é o processo inflamatório vaginal causado pela proliferação de fungos no meio vaginal que levem ao aparecimento de sintomas (corrimento, prurido, disúria, dispareunia). Candida albicans é o agente mais frequente (85% a 95% dos casos); outras espécies de Candida (glabrata, tropicalis, parapsilosis, guilliermondii, entre outras) são encontradas em aproximadamente 10% dos casos.




Tricomoníase



É uma infecção causada pelo parasita flagelado Trichomonas vaginalis, que é transmitido através de relações íntimas desprotegidas. Com esta infecção, a mulher apresenta intenso corrimento mau cheiroso e verde-amarelado, além de irritação da vagina com ardor e coceira.



Vaginite inflamatória 



A vaginite inflamatória é uma inflamação vaginal sem evidência das causas infecciosas usuais da vaginite. Cabe destacar, que a etiologia da vaginite inflamatória pode ser autoimune. As células epiteliais vaginais se desprendem superficialmente e os estreptococos crescem demais. Esse tipo de inflamação possui como fator de risco a perda de estrogênio, que pode resultar da menopausa ou insuficiência ovariana primária




Vaginite aeróbica



É um estado de alteração do meio vaginal caracterizado por microflora contendo bactérias aeróbicas comuns na flora intestinal, sendo a mais frequente – Escherichia coli, ou então a redução ou ausência de Lactobacillus e processo inflamatório de diferentes intensidades.




Vaginose



Diferente da vaginite, a vaginose não inclui processo inflamatório na região íntima. Ela é provocada pelo desequilíbrio da microbiota vaginal (ambiente que contém bactérias de defesa, os chamados lactobacilos). Na vaginose, ocorre uma quantidade de corrimento anormal, com aspecto leitoso, bolhoso, amarelo ou acinzentado e um forte odor semelhante a peixe estragado.

Para permanecer ativa e saudável, a microbiota precisa manter o pH vaginal ácido, isto é, entre 3.8 e 4.2. Caso esse valor seja inferior a 3.6 ou superior a 4.2, pode se tornar um ambiente favorável ao desenvolvimento de vaginites e vaginoses, respectivamente.




Tipos de vaginose




Vaginose bacteriana



A vaginose bacteriana ocorre em virtude do crescimento excessivo de bactérias naturalmente encontradas na vagina, o que prejudica o equilíbrio natural. As mulheres em idade reprodutiva têm maior probabilidade de contrair vaginose bacteriana, mas isso não isenta a possibilidade de mulheres de qualquer idade contrair também. A causa não é completamente compreendida, mas certas atividades, como sexo desprotegido ou duchas frequentes, aumentam seu risco.




Vaginose citolítica



Muito semelhante a candidíase, é uma das vaginoses mais raras, é causada pela excessiva proliferação de Lactobacillus, pela redução do pH vaginal e pela citólise, levando ao aparecimento de sintomas.



Caso a vaginose não seja tratada, pode acarretar algumas complicações, confira:


Nascimento prematuro: Em gestantes, a vaginose bacteriana está ligada a partos prematuros e bebês com baixo peso ao nascer.

Infecções sexualmente transmissíveis: Ter vaginose bacteriana torna as mulheres mais vulneráveis a infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, vírus do herpes simplex, clamídia ou gonorreia

Risco de infecção após cirurgia ginecológica: Ter vaginose bacteriana pode aumentar o risco de desenvolver uma infecção pós-cirúrgica após procedimentos como histerectomia ou dilatação e curetagem.

Doença inflamatória pélvica (DIP): A vaginose bacteriana às vezes pode causar DIP.



Como prevenir vaginite e vaginose? 



Para prevenir essas condições, é fundamental zelar pelo bom funcionamento da flora vaginal, de modo a prevenir contaminação por fungos e o desequilíbrio do pH vaginal. Confira as precauções que podem ser tomadas:


• Evitar usar calças apertadas em dias de calor;

• Dormir com roupas leves ou sem calcinha;

• Não usar absorventes internos por muitas horas seguidas;

• Não fazer duchas vaginais;

• Não deixar roupa íntima no banheiro, pois favorece o contato com fungos e bactérias;

• Não lavar as roupas íntimas com sabão de cheiro, opte pelo sabão de coco;

• Evitar uso de antibióticos desnecessariamente;

• Não ter relações íntimas desprotegidas.




Tratamento


Para dar início ao tratamento, é preciso reconhecer se trata de um caso de vaginite ou vaginose. Cada tipo de vaginite tem um tratamento específico, o que só é possível saber diante de exames médicos ginecológicos regulares. Nos casos em que a doença é causada por fungos, como a candidíase, são utilizados cremes ou óvulos antifungos implantados na região interna da vagina.


Já as vaginoses bacterianas são tratadas com antibiótico oral ou tópico, dependendo da avaliação médica. As vaginites causadas por doenças sexualmente transmissíveis precisam de tratamento médico imediato. Durante o tratamento, a mulher deve evitar contato sexual até que esteja tratada para prevenir a transmissão da infecção.








Fontes:

• https://www.youtube.com/watch?v=xDOG2ZOHzao

• http://docs.bvsalud.org/biblioref/2019/12/1046513/femina-2019-474-235-240.pdf#:~:text=Dentre%20as%20infec%C3%A7%C3%B5es%20do%20trato,podendo%20estar%20associado%20a%20processo

• https://www.sanarmed.com/o-que-ha-de-novo-sobre-vaginose-bacteriana-e-vaginite-inflamatoria-colunistas

• https://www.beatrizbotelho.med.br/vaginoses/

• https://www.tuasaude.com/vaginite/