Anticoncepcionais podem causar trombose? Entenda a relação | SOS Dr
SOS Dr

E-mail ou senha informados está incorreto.

Não é cadastrado? Cadastre-se agora!

E-mail ou senha informados está incorreto.

Já possui cadastro? Acessar conta!

E-mail ou senha informados está incorreto.

Não é cadastrado? Cadastre-se agora!

Titulo Teste

Para realizar o agendamento ligue: 0800 580 9771

Ou agende pelo WhatsApp:

Os anticoncepcionais à base de hormônios como pílulas, injeções e o DIU hormonal, por exemplo, são métodos contraceptivos amplamente utilizados pelas mulheres . Contudo, como todo medicamento sempre está sujeito a efeitos colaterais, o risco de desenvolver trombose é um deles.




Do que se trata a trombose?

A trombose ou trombose venosa profunda (TVP) caracteriza-se pela formação de um coágulo no sangue (trombo) que obstrui ou inflama a parede do vaso sanguíneo acometido. Isso pode ocorrer em diferentes partes do corpo, mas a maior incidência costuma atingir os membros inferiores.


Dependendo do local afetado ou das circunstâncias da situação, os sintomas podem variar. De forma geral, eles incluem inchaço, vermelhidão, limitações de movimento, aumento da temperatura local, dor e espessamento da pele. Caso um desses coágulos se desprenda e se dissipe pelo corpo, pode provocar tromboembolismo pulmonar ou até mesmo um AVC.


Como o anticoncepcional interfere na circulação?

Os anticoncepcionais como pílulas, injeções e o DIU hormonal são compostos por hormônios sexuais femininos como o progestagênio (hormônio sintético derivado da progesterona) e o estrogênio, que além de possuírem a capacidade de inibir a ovulação, também são responsáveis por induzir alterações no sistema de coagulação do sangue.


Por conta do excesso de proteínas pró-coagulantes, atribuídas principalmente ao hormônio estrogênio, as chances de formação de trombos aumentam. Em resumo, quanto mais o sangue coagula, maior o risco de uma veia ser obstruída.


No entanto, isso não significa que todas as mulheres que usam métodos contraceptivos hormonais, necessariamente, terão trombose. As maiores chances de desenvolvimento do quadro, estão associadas a fatores de risco, que quando combinados com o uso do anticoncepcional, podem deixar este risco elevado.


Fatores de risco para a trombose


Tabagismo: a combinação de pílula com estrogênio e cigarro eleva drasticamente a chance de ter trombose. O risco aumenta principalmente para quem fuma mais de 15 cigarros por dia, passando de 5 para 40 eventos a cada 100 mil habitantes.


Genética: quando há familiares que já sofreram com a trombose, o anticoncepcional pode potencializar a doença. Além disso, mesmo quando não houve casos na família, a predisposição genética pode favorecer a formação da doença.


Obesidade: para mulheres muito acima do peso com problemas circulatórios e sedentárias, recomenda-se que recorram a métodos contraceptivos sem hormônios.


Além dos fatores de risco citados acima, a diabetes, enxaqueca frequente e idade superior a 35 anos, também podem contribuir para o surgimento do problema.


Como prevenir a trombose?


A trombose pode ser prevenida a partir de hábitos saudáveis simples, como a prática regular de atividade física, não fazer uso do cigarro, manter o peso ideal e realizar o controle da diabetes e a hipertensão. Uma outra forma de prevenção seria priorizar métodos contraceptivos sem hormônios . Preservativos masculino ou feminino, DIU de cobre e diafragma são alguns deles. Entretanto, caso a pílula seja mantida, os cuidados devem ser redobrados.


As pílulas simples ou minipílulas são uma ótima aposta, pois possuem somente o hormônio progesterona, que costuma surgir na forma de desogestrel, linestrenol ou noretisterona. Marcas como a Cezarette, Norestin, Juliet e Exluton apresentam esses compostos.


Por fim, é importante frisar, que ao iniciar o uso de um anticoncepcional, é recomendado consultar um ginecologista antes, para realizar uma avaliação clínica e assim, direcionar para o melhor tratamento.













Fontes: Hospital Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Ministério da Saúde