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“Você não me entende”, “Não vejo a hora de sair dessa casa”, “Quero ficar no meu quarto pra sempre”, quem nunca falou alguma dessas frases em algum momento da vida, ou não ouviu algum adolescente falando, que atire a primeira pedra. A adolescência não é um momento simples, muitas questões estão em jogo, mudanças físicas, hormonais e até mesmo psicológicas formam um emaranhado de conflitos internos bem complexos de serem resolvidos. Por conta disso, é muito importante que a família esteja presente nessa fase, apoiando, colocando limites, mas sempre orientando de maneira compreensiva. 

Nós, seres humanos, estamos sujeitos a passar por mudanças constantes por toda a vida. Entretanto, essas mudanças são ainda mais acentuadas durante a juventude. É nesse período que o cérebro se torna capaz de fazer novas conexões cerebrais, de pensar de forma abstrata, dedutiva e hipotética e de desenvolver empatia, percebendo que as pessoas podem ter pontos de vista diferentes diante de uma mesma situação. Essa maior aptidão intelectual contribui para o desenvolvimento de habilidades sociais, incentiva o interesse por novos temas, além de estimular o senso crítico e a capacidade de utilizar argumentos mais sólidos em discussões.

Mudanças psico-sociais

Como o próprio nome já sugere, essas mudanças referem-se as novas dimensões psicológicas e sociais que o adolescente passa a vivenciar. Inicia-se a construção de uma identidade e personalidade. Os sonhos, as vontades próprias começam a aparecer e junto com elas também surgem projeções para o futuro. Nesse momento, a ideia de pertencimento a um grupo e as amizades se tornam muito importantes. Contudo, todo esse universo abre portas para questões existenciais, pressão escolar e familiar, bullying, comparações entre os amigos (geralmente físicas), o que pode levar ao desenvolvimento de ansiedade, depressão e até mesmo transtornos alimentares como bulimia e anorexia.
É muito comum que os jovens tendam a ter um certo distanciamento dos pais durante a adolescência. Por toda vida, eles estiveram extremamente dependentes da família, quando começam a crescer sentem a necessidade de adquirir uma certa autonomia e compartilhar com outros jovens, interesses, estilos e práticas sociais similares. Sendo assim, transferem para essa nova relação parte da dependência afetiva que tinham com os pais. Além disso, também há o receio de que os pais não entendam determinadas situações ou atitudes, como é o caso de alguma festa legal e imperdível que todo mundo vai, o fato de ter que namorar escondido por ser novo ou nova demais, entre outros diversos casos.


Posição dos pais









Um distanciamento arbitrário dos pais em relação aos filhos é doloroso porém necessário. Arbitrário no sentido de que é importante que os pais respeitem o espaço de seus filhos, mas que sempre estejam presentes para acolhe-los após um momento de dúvida ou frustração. Dessa forma, os jovens estarão mais propensos a conseguir passar por momentos de dificuldade com mais segurança, avaliar seus próprios limites e compreender que é possível aprender com os próprios erros. 

Vale ressaltar, que é muito importante que os pais mantenham a atenção redobrada em seus filhos durante a adolescência. Conversas, ou até mesmo terapias psicológicas, sempre serão boas alternativas caso haja algum problema.



Referências:

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-711X2015000200007

https://br.guiainfantil.com/materias/educacao/comportamento/as-mudancas-emocionais-na-pre-adolescencia/

https://portaldaurologia.org.br/sbu-jovem/sbu-jovem-artigos/mudancas-emocionais-e-comportamentais-na-adolescencia-o-que-pode-ser-considerado-normal/